O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do
Consumidor (Procon Natal) divulgou a pesquisa de preços da cesta básica
referente ao mês de junho. O levantamento aponta que a cesta básica passou a
custar, em média, R$ 473,46 na capital potiguar, registrando alta de 0,70% em
comparação com o mês de maio.
Segundo o Procon Natal, a pesquisa considera um
conjunto de 40 produtos de consumo essencial. O aumento registrado em junho
reflete a variação dos preços desses itens nos estabelecimentos pesquisados
pelo órgão.
Realizada mensalmente pelo Núcleo de Pesquisa do
Procon Natal, a pesquisa acompanha os preços de produtos de mercearia, açougue,
hortifrúti e higiene e limpeza em hipermercados, atacarejos e supermercados
distribuídos pelas quatro regiões da cidade.
Entre as categorias pesquisadas, o maior aumento foi
registrado em higiene e limpeza (2,80%), seguida pelos setores de mercearia
(1,23%) e açougue (1,22%). Já os produtos de hortifrúti apresentaram redução
média de 2,68%, comportamento influenciado pela sazonalidade da produção e
pelas condições climáticas.
Produtos que mais aumentaram de preço
Entre os produtos que mais aumentaram de preço em
junho estão o feijão-carioca (12,06%), a carne de sol (4,27%), a carne de
segunda (3,49%), o sabão em barra (3,94%), o creme dental (3,18%) e a água
sanitária (2,75%). Em contrapartida, os maiores recuos foram registrados no
tomate (-17,05%), na laranja (-6,35%) e na banana pacovan (-4,70%).
No acumulado do semestre, o preço médio da cesta
básica passou de R$ 436,73, em janeiro, para R$ 473,46, em junho, um aumento de
R$ 36,73 no período.
A pesquisa também identificou diferenças entre as
regiões da cidade. As menores médias foram encontradas nas zonas Oeste (R$
460,36) e Sul (R$ 462,35). Já os maiores valores foram registrados nas zonas
Norte (R$ 485,60) e Leste (R$ 498,60).
De acordo com o levantamento, o custo da cesta
básica compromete atualmente 32,92% do salário mínimo, o equivalente a cerca de
69 horas de trabalho. Considerando uma família composta por quatro pessoas, o Núcleo
de Pesquisa estima que a renda mensal necessária para suprir as necessidades
básicas de alimentação seria de R$ 5.435,48.
O levantamento é realizado semanalmente em 26
estabelecimentos comerciais da capital, entre hipermercados, atacarejos e
supermercados de bairro, contemplando as quatro regiões de Natal.

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