A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7)
uma nova fase da Operação Unha e Carne para investigar um grupo suspeito de
usar uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para ocultar dinheiro
de origem criminosa.
Segundo a PF, um relatório do Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações superiores a R$ 7,6
bilhões nos últimos seis anos envolvendo empresas investigadas.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e
apreensão na capital fluminense e em cidades como Niterói, São Gonçalo,
Itaboraí e Resende.
Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e
pré-candidato ao Senado Márcio Canella e o ex-secretário de Estado de Polícia
Civil do Rio Marcus Amim.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e
valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos
investigados.
De acordo com a Polícia Federal, a organização teria
utilizado empresas do setor de combustíveis como estrutura para lavagem de
dinheiro e contaria com a participação de agentes públicos.
Os investigados poderão responder por crimes como
organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que forem
identificados durante o avanço das apurações.
A Operação Unha e Carne faz parte da Força-Tarefa
Missão Redentor II, criada pela PF para combater organizações criminosas com
atuação no Rio de Janeiro. As investigações começaram em 2025 e foram ampliadas
após novas suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e possível proteção ao
crime organizado.

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