As famílias de cinco jovens mortos na Venezuela
processaram o ex-ditador Nicolás Maduro em um tribunal dos Estados Unidos,
acusando-o de ordenar execuções sumárias entre 2017 e 2020.
A ação, protocolada na terça-feira (30) em um
tribunal federal do Brooklyn, afirma que os assassinatos foram praticados por
agentes das extintas Forças de Ação Especial (Faes) e fazem parte de um padrão
de repressão e violência estatal durante o governo Maduro.
Segundo o processo, os agentes retiravam as vítimas
de suas casas durante a madrugada, executavam os jovens e depois alegavam que
eles haviam “resistido à autoridade”. As famílias buscam indenização com base
na Lei de Proteção às Vítimas de Tortura dos Estados Unidos.
De acordo com a ação, Maduro utilizou as Faes como
instrumento para reprimir opositores e controlar comunidades. A unidade foi
extinta em 2021 após denúncias de violações de direitos humanos, inclusive por
parte da ONU.
Preso em Nova York, Maduro aguarda julgamento por
acusações de tráfico de drogas e já declarou inocência no processo criminal.
Segundo o The New York Times, a defesa deve alegar imunidade por
ele exercer o cargo de chefe de Estado.

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