A Brava Energia informou que o leilão da Oferta
Pública de Aquisição de Ações (OPA) pela estatal colombiana Ecopetrol será
realizado no próximo dia 5 de agosto, às 15h. A operação, avaliada em cerca de
R$ 5,5 bilhões, faz parte do processo de aquisição de parte do controle da
petroleira brasileira pela companhia colombiana.
O fato relevante foi divulgado na noite da
segunda-feira (20), após a reapresentação do edital da oferta, que atende às
exigências remanescentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A liquidação
financeira da operação está prevista para o dia 17 de agosto, oito dias úteis
após a realização do leilão.
Segundo a Brava, o aditamento do edital reflete a
decisão do Colegiado da CVM que, em reunião realizada no último dia 14 de
julho, deu provimento ao recurso apresentado pela Ecopetrol e pela instituição
intermediária da oferta contra a decisão que havia determinado a suspensão da
OPA.
Na sequência, a Superintendência da CVM revogou a
suspensão e concedeu novo prazo para o cumprimento das exigências do órgão
regulador.
O documento também retira duas exigências que
precisavam ser cumpridas para a realização da oferta. A primeira era a
aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade),
que já foi concedida em definitivo no dia 16 de junho. A segunda refere-se à
autorização dos investidores que possuem debêntures (títulos de dívida) da
companhia. Com essa autorização, ficou confirmado que a mudança no controle da
Brava não antecipará o pagamento das dívidas da empresa relacionadas a esses
títulos.
Com a realização do leilão, a Ecopetrol poderá
avançar na aquisição do controle da Brava Energia, desde que sejam atendidas as
condições estabelecidas na oferta. A estatal colombiana pretende alcançar 51%
do capital social da companhia, reforçando sua presença no mercado brasileiro
de petróleo e gás.
Caso a operação seja concluída, a expectativa é de
que ela possa ampliar os investimentos no Rio Grande do Norte, onde a Brava
possui ativos estratégicos no setor de petróleo e gás. A companhia opera, no
estado, o Polo Potiguar e o Ativo Industrial de Guamaré, que reúne
infraestrutura para processamento, transporte e comercialização de petróleo e
gás natural.

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