O investimento estrangeiro em ações brasileiras
registrou saída líquida de US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados divulgados
pelo Banco Central. O resultado é pior que o registrado no mesmo mês de 2025,
quando a retirada foi de US$ 1,497 bilhão, e ocorre em um momento de incertezas
no cenário político e econômico do país.
O movimento ocorre em meio a fatores como a
desaceleração da atividade econômica, a deterioração das contas públicas, o
aumento da percepção de risco fiscal e a expectativa de juros elevados por mais
tempo.
Enquanto a Bolsa perdeu recursos, os investimentos
estrangeiros em fundos tiveram entrada líquida de US$ 570 milhões. Já os
títulos de renda fixa receberam US$ 1,598 bilhão, volume inferior aos US$ 4,560
bilhões registrados em junho do ano passado.
Apesar da forte saída em junho, o saldo acumulado de
investimento estrangeiro em ações segue positivo em US$ 2,562 bilhões em 2026.
Na renda fixa, o ingresso soma US$ 5,510 bilhões, enquanto os fundos acumulam
retirada de US$ 1,736 bilhão.
O Banco Central destaca que os dados representam o
fluxo de entrada e saída de dólares no país e não correspondem,
necessariamente, às negociações realizadas por investidores estrangeiros na B3.

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