O Ministério Público do RN denunciou dois
investigados na Operação
Emirados, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e
ocultação de patrimônio ligado a empresas distribuidoras de alimentos e
bebidas.
A Justiça potiguar aceitou a denúncia, e Marcello
Brunno Moreno Moreira e Abraão Lourenço de Queiroz passaram a
responder como réus por lavagem de dinheiro.
Segundo o MPRN, a investigação identificou um
patrimônio de cerca de R$ 3,5 milhões em nome de Abraão, que atuava como
auxiliar de contabilidade e contador.
Ainda conforme o Ministério Público, o funcionário
tinha salário declarado de R$ 1.954 e teria registrado bens em seu nome para
ocultar patrimônio que, segundo a apuração, pertenceria ao empresário
investigado.
Entre os bens apontados está um imóvel em um
condomínio de luxo em Parnamirim, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de um
veículo estimado em aproximadamente R$ 800 mil.
O MPRN afirma que o grupo investigado teria causado
prejuízo superior a R$ 15 milhões ao Estado em tributos inscritos em dívida
ativa. A denúncia pede a condenação dos réus e a perda dos bens apontados na
investigação.
Patrimônio milionário
A Operação
Emirados, deflagrada pelo MPRN e pela Polícia Civil no dia 23 de junho passado,
investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal,
associação criminosa e falsidade ideológica que teria causado prejuízos
superiores a R$ 72 milhões aos cofres públicos.
Segundo o MPRN, o grupo investigado teria usado
empresas de fachada e bens registrados em nome de terceiros para ocultar
patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 73 milhões em bens,
incluindo 18 imóveis e uma lancha.
Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 90
mil em espécie, além de moedas estrangeiras, joias e equipamentos eletrônicos.
A investigação também aponta veículos e imóveis de luxo, como um carro de cerca
de R$ 800 mil e um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões, registrados em nome de
terceiros.

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