O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou nesta
quarta-feira (9) que cerca de 100 magistrados que atuam no combate ao crime
organizado exercem atividades de risco e que 79 deles contam com medidas de
proteção. A declaração foi feita durante a instalação de novas varas
especializadas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Fachin defendeu o reforço da segurança desses
magistrados e alertou para ameaças como ataques cibernéticos, exposição de
dados pessoais e campanhas de intimidação. “Requer-se também um cuidado imenso
com as atividades de inteligência e monitoramento dos magistrados (…), bem como
com a segurança que acaba sendo vulnerada pela criminalidade transnacional e
tecnológica”, afirmou.
Segundo o ministro, juízes que atuam contra facções
estão mais expostos porque atingem interesses econômicos das organizações
criminosas. “Não apenas porque decretam prisões ou proferem condenações, mas
também porque atingem os pontos de vulnerabilidade econômica das organizações
criminosas”, disse.
Fachin também afirmou que as novas varas devem fortalecer
o combate ao crime organizado e descartou qualquer possibilidade de intervenção
dos Estados Unidos no Brasil após a classificação do CV e do PCC como
organizações terroristas. “O Brasil é um Estado soberano e a soberania se
exerce com firmeza e serenidade”, declarou. Sobre as eleições, garantiu que a
Justiça estará atenta para impedir a influência do crime organizado no processo
eleitoral.

Nenhum comentário:
Postar um comentário