O Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos (USTR) pediu nesta quarta-feira (15/7) que sejam aplicadas novas tarifas
a produtos brasileiros importados pelos EUA. O pedido, baseado na investigação
comercial aberta contra o Brasil em julho de 2025, prevê aumento na lista de
isenções.
De acordo com a CNN, Jamieson Greer enviou à Casa
Branca a recomendação produzida pelo USTR para adotar as taxas contra o Brasil.
Greer é o responsável pelo USTR, que conduz a política comercial do EUA, e já
havia relatado dificuldade nas negociações com o governo brasileiro.
O veredito do USTR estava previsto para esta quarta,
com a definição de alíquota para a tarifa, prazo para início da cobrança e
atualização do anexo com produtos isentos da sobretaxa.
Além de recomendar a aplicação das taxas, o USTR
sugeriu uma atualização da lista de isenções para o tarifaço, com produtos que
não serão atingidos pela nova alíquota. Para entrar em vigor, a medida depende
do aval do presidente Donald Trump.
Investigação contra o Brasil
- O
USTR abriu investigação contra o Brasil, em 15 de julho de 2025, para
apurar supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados
Unidos.
- Em
1º de junho de 2026, o órgão concluiu a apuração e afirmou ter
identificado práticas adotadas pelo Brasil que, em sua avaliação,
prejudicam empresas e interesses norte-americanos.
- Com
base nessas conclusões, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre
uma série de produtos brasileiros.
- Caso
a prática seja adotada, associações da indústria avaliam que a medida pode
ter um impacto de cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações aos EUA.
Embora tenha embarcado em uma intensa negociação com
o órgão norte-americano no último ano, a decisão já era esperada pelo Palácio
do Planalto, que aguardava pelo anúncio oficial para entender o alcance da
medida, tanto em relação às alíquotas quanto aos produtos afetados.
O rito para conclusão da investigação foi finalizado
nesta quarta, data que marca um ano da investigação aberta pelo USTR contra o
Brasil. Durante a manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
reuniu-se com autoridades responsáveis peloss assuntos internacionais do
governo. Até o momento, contudo, o governo ainda não se manifestou oficialmente
sobre a medida.
Metrópoles com informações de CNN Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário