Comportamento histórico do PIB
industrial no mês de abril para RN, CE, PE e Brasil
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Rio Grande
do Norte teve queda de 15,5% no desempenho industrical, a mais intensa do
Brasil. O resultado foi puxado novamente pelo setor de coque, derivados de
petróleo e biocombustíveis (-27,8%), além das indústrias extrativas (-5,5%) e
da fabricação de alimentos (-3,2%). A confecção de artigos do vestuário e
acessórios foi a única atividade com crescimento no período, avançando 44%.
Em 2026, o Rio Grande do Norte registrou uma queda
histórica na fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. Essa
retração chegou a atingir marcas superiores a 27% no acumulado do ano,
impactando fortemente a economia do estado e refletindo diretamente na perda de
arrecadação de royalties petrolíferos.
Queda na Arrecadação de Royalties
A diminuição na produção física e na movimentação
associada aos derivados de petróleo resultou em forte impacto fiscal:
Retração de Royalties: Houve uma queda de 14,5% nos
repasses de royalties do petróleo ao Estado e municípios nos cinco primeiros
meses de 2026.
Cenário Municipal: Cidades do Vale do Açu, como Alto
do Rodrigues, foram severamente afetadas com reduções de até 36,9% em suas
receitas.
Perspectivas para o Setor
Para mitigar a queda, o Estado tem focado em
revitalizar ativos em campos maduros e impulsionar a extração terrestre com
novas licenças.
Participação no PIB potiguar:
Derivados de petroleo
RN – 14,7%
NE – 6,3%
BR- 7,4%
Vestuário
RN – 2,8%
NE – 1,6%
BR – 1,3%
Então dá para entender a queda mais acentuada no PIB
potiguar diante da contribuição (14,7%) maior do setor de coque e derivados de
petróleo na economia potiguar.
Como está o Brasil?
Exportações de petróleo em 2026
As exportações brasileiras de petróleo para a China
somaram US$ 15,1 bilhões no primeiro semestre, um recorde para o período e valor
mais que o dobro de tudo o que o Brasil vendeu à Argentina (US$ 7,3 bilhões).
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita com petróleo vendido
aos chineses cresceu 62%. O desempenho foi sustentado pela alta de 41% no
volume embarcado e pela valorização de 15,7% no preço do produto, levando
março, abril e junho de 2026 a registrarem os maiores faturamentos mensais da
série histórica iniciada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em
1997.
Queda na produção e consumo de coque* no
Brasil em 2026
A produção de coque*, derivados de petróleo e
biocombustíveis no Brasil registrou queda de 6,1% em maio de 2026 em relação a
abril, interrompendo cinco meses seguidos de expansão. Esse recuo no refino,
puxado principalmente por gasolina e álcool etílico, foi o principal
responsável pela retração de 0,2% da indústria nacional.
*O
coque de petróleo é um subproduto sólido e rico em carbono obtido nas
refinarias. Ele serve principalmente como combustível de alta queima para
indústrias de grande porte e como insumo para a fabricação de eletrodos e
metais.
A queda na produção e no consumo de coque, derivados
de petróleo e biocombustíveis no Brasil reflete, principalmente, o aperto da
política monetária (com juros elevados) e a desaceleração de setores industriais
intensivos em capital. Além disso, fatores Macro-industriais como a
volatilidade internacional do petróleo bruto tem impacto direto na cadeia de
refino e distribuição de combustíveis no mercado interno.
Dinâmica de Exportação: As vendas externas de
petróleo bruto chegaram a sofrer quedas expressivas ao longo do primeiro
semestre, uma vez que medidas governamentais (como o imposto de exportação) e o
aumento do processamento nas refinarias da Petrobras para o mercado interno
mudaram o escoamento do produto.
Fonte: Financial Bureau Consulting (FBC)

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