O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o
país não realizará mais eleições, encerrando a possibilidade de novas disputas
eleitorais após o fim de seu mandato, previsto para o próximo ano.
Durante discurso no domingo (19), em comemoração à
Revolução Sandinista de 1979, Ortega declarou: “Não haverá mais eleições
aqui para que eles tentem tomar o governo e o poder”.
Em seguida, o líder esquerdista
acrescentou: “Os dias em que partidos apoiados pelos ianques e pelos
somozistas voltariam ao poder acabaram. Nunca mais”.
No poder desde 2007, após também governar o país na
década de 1980, Ortega não explicou como a medida será implementada.
Prisão de opositores e esposa nomeada
como copresidente
A última eleição presidencial, realizada em 2021,
foi amplamente contestada após a prisão de opositores e a repressão à
dissidência. Em 2025, reformas constitucionais ampliaram ainda mais os poderes
do regime, nomeando sua esposa, Rosario Murillo, como copresidente e estendendo
o mandato presidencial para seis anos.
O governo ditatorial de Ortega é alvo de críticas
internacionais. O Conselho de Direitos Humanos da ONU acusa o regime de
transformar a Nicarágua em um Estado autoritário e de promover violações
sistemáticas de direitos humanos. Desde a repressão aos protestos de 2018, mais
de 300 pessoas morreram, segundo organismos internacionais.

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