A taxa média de juros cobrada das famílias no
crédito livre subiu de 62,8% para 64% ao ano em junho, segundo o Banco Central.
É o maior patamar desde 2017, refletindo o encarecimento do crédito para
pessoas físicas.
O principal avanço ocorreu no crédito pessoal sem
consignação, cuja taxa passou de 120,3% para 127,3% ao ano. Na modalidade sem
garantias, os juros chegaram a 149,5% ao ano. Já o consignado para
trabalhadores do setor privado permaneceu praticamente estável, em 54% ao ano.
ENDIVIDAMENTO
Os dados também mostram que o comprometimento da
renda das famílias atingiu o recorde de 28,5%, enquanto o endividamento
permaneceu em 49,8%, próximo da máxima histórica.
No crédito consignado para trabalhadores da
iniciativa privada, a inadimplência subiu de 7,9% para 8,6%, o maior nível da
série histórica. Segundo o Banco Central, parte desse aumento está relacionada
a falhas operacionais na transferência dos descontos em folha quando o
trabalhador muda de emprego.
Apesar da alta dos juros, o crédito consignado para
trabalhadores com carteira assinada continua em expansão. No primeiro semestre,
os novos empréstimos somaram R$ 52,6 bilhões, crescimento de 213,4% em relação
ao mesmo período do ano anterior.

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