O Itamaraty contestou a possibilidade de classificar
facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando
Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A manifestação foi enviada em resposta a
questionamentos da Câmara dos Deputados e afirma que uma eventual mudança
poderia gerar impactos nas áreas financeira, migratória e penal.
Segundo o colunista Cláudio Humberto, a posição do
Ministério das Relações Exteriores reproduz uma “mentira oficial” ao argumentar
contra a medida. A crítica ocorre diante do debate sobre o enquadramento de
facções brasileiras em listas internacionais de organizações terroristas.
No documento, o Itamaraty também citou a
possibilidade de interpretações envolvendo “uso da força militar dos EUA em
território brasileiro” caso grupos criminosos fossem classificados dessa forma.
O texto, assinado pelo ministro das Relações
Exteriores, Mauro Vieira, afirma ainda que a designação de PCC e Comando
Vermelho como organizações terroristas “não trará benefícios” ao Brasil.
A posição do governo federal tem sido questionada
por parlamentares e críticos, que defendem medidas mais duras contra a atuação
de facções criminosas no país.

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