O cantor Júlio César, nome
artístico de Roldão Benoni Ribeiro, morreu aos 83 anos após passar mal dentro
de casa, no bairro Jardim Caguassu, na Zona Leste de São Paulo. De acordo com pessoas
próximas, um vizinho estranhou o fato de o artista não atender às ligações e
decidiu ir até a residência. Ao encontrá-lo debilitado, acionou o Samu, mas o
cantor não resistiu. A suspeita é de infarto.
Dono de uma trajetória
marcante, Júlio César foi um dos grandes nomes da música romântica brasileira,
especialmente nas décadas de 1970 e 1980. Ele conquistou o público com sucessos
como “Tu”,
“Vou te Buscar, Maria” e
“Viva o Nosso Amor!”, músicas que atravessaram gerações e garantiram seu espaço
na história da música nacional.
Apesar do reconhecimento e
da carreira consolidada, o cantor viveu os últimos anos de forma simples, longe
dos holofotes. Mantinha-se com a aposentadoria, direitos autorais e
apresentações esporádicas, enfrentando uma realidade bem diferente dos tempos de
auge.
Após sua morte, a situação
sensibilizou amigos, fãs e admiradores. O corpo do artista permaneceu desde o
último domingo no Instituto Médico Legal (IML), aguardando a arrecadação de
recursos para a realização do velório e do sepultamento.
A mobilização ganhou força
e, nesta quarta-feira, amigos conseguiram arrecadar o valor necessário, cerca
de R$ 3,5 mil, garantindo uma despedida digna ao cantor. A campanha foi
organizada por Andréia Barreto, professora de necropsia e agente funerária, com
o apoio da Funerária Enyl, que se dispôs a realizar os serviços cobrando apenas
os custos operacionais.

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