A prisão de Aluízio Farias Batista, foragido há mais
de 40 anos, fez o natalense relembrar de uma das maiores tragédias ocorridas na
capital potiguar.
O caso que ficou conhecido como ‘Tragédia do Baldo’
teve repercussão nacional, e deixou marcas profundas na cidade. O episódio
afastou os foliões das ruas de Natal e contribuiu para o declínio do carnaval
de rua na capital por muitos anos, até sua retomada no início dos anos 2000.
Preso nesta sexta-feira (26), Aluízio era o
motorista do ônibus desgovernado que na madrugada de 25 de fevereiro de 1984
invadiu o desfile do bloco Puxa-Saco, no bairro Cidade Alta, em Natal. O
acidente deixou 19 mortos e dezenas de feridos.
Ele teria perdido o controle do veículo após
acelerar em alta velocidade durante o trajeto. Testemunhas relataram na época
que ele ignorou semáforos, chegou a cerca de 70 km/h e, ao fazer a curva sob o
Viaduto do Baldo, atingiu um carro estacionado, atravessou o canteiro central e
invadiu a avenida onde cerca de 5 mil foliões participavam do carnaval.
O ônibus ainda percorreu aproximadamente 86 metros
atropelando pessoas. Na tentativa de fugir, o motorista deu marcha à ré e
atingiu mais vítimas. O veículo só foi parado quando um folião conseguiu subir
no ônibus e puxar o freio de mão.
Laudo do ITEP descartou falha mecânica. O motorista
foi indiciado e condenado a 21 anos de prisão, mas desapareceu poucos dias após
prestar depoimento e nunca mais foi localizado, até ser preso na sexta-feira,
26 de junho de 2026.
A prisão de Aluízio foi realizada no âmbito da
“Operação Resgate”, após um trabalho investigativo que possibilitou a
localização do foragido no estado de Mato Grosso, onde ele vivia há décadas,
usando uma identidade falsa.
Blog do BG

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