O clima esquentou nas redes sociais entre o PT e a
tropa de choque do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O
embate gira em torno da disputa de narrativas sobre o suposto hospital
municipal inaugurado em janeiro pelo pré-candidato ao Governo do Estado, que os
petistas classificam como um “hospital fake” porque não funciona à noite nem
nos finais de semana, além de não ter UTI nem realizar cirurgias mais
complexas, como já foi comprovado por diversas reportagens.
O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta,
publicou um vídeo nas redes sociais acusando Allyson de promover um “jogo de
aparências” ao insistir em chamar de hospital a policlínica inaugurada em
Mossoró. O secretário também questionou qual seria o projeto do ex-prefeito
para a saúde pública de Mossoró e para o Governo do Estado. “Faltou pé no chão
para o prefeito-candidato quando escolheu pular o óbvio em razão das
aparências, mais uma vez”, afirmou, em referência aos pulos que marcam as
aparições públicas de Allyson Bezerra.
A resposta veio da secretária municipal de Saúde de
Mossoró, Morgana Dantas, que também recorreu às redes sociais para atacar
Alexandre Motta. Ela o chamou de “pior secretário de Saúde da história do RN” e
de “fantoche de um desgoverno reprovado pela maioria da população”. Morgana
defendeu o equipamento inaugurado pelo ex-prefeito e partiu para o
contra-ataque, citando a crise no Hospital Regional Tarcísio Maia. Ela também
acusou o governo Fátima Bezerra de segurar leitos de UTI para sobrecarregar as
UPAs de Mossoró e afirmou que o Hospital da Mulher, concluído em 2022, só
realizou o primeiro parto três anos após a inauguração.
Morgana Dantas foi um dos alvos da Operação Mederi,
deflagrada em janeiro pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da
União (CGU) para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos,
fraudes em licitações e irregularidades na compra de medicamentos pela
Prefeitura de Mossoró. Allyson Bezerra e o atual prefeito, Marcos Medeiros
(Republicanos), também são investigados.

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