A Ponte João Nogueira da Silva, em Nova Cruz, no
Agreste potiguar, voltou ao centro das atenções menos de um ano após ser
inaugurada. Imagens divulgadas nesta quarta-feira (10) mostram sinais de
deterioração na estrutura, com estacas de sustentação expostas, e acenderam um
alerta sobre a necessidade de vistoria técnica no local.
A obra foi entregue em julho de 2025 e recebeu
investimento de R$ 10,5 milhões. Pela dimensão, pelo custo e pela importância
para a mobilidade do município, a situação chama atenção: uma ponte apresentada
como avanço para a infraestrutura local já aparece com sinais visíveis de
desgaste em pontos sensíveis da sustentação.
“Não podemos esperar por um incidente para agir. A
negligência com a manutenção preventiva é a maior inimiga da engenharia civil”,
disse o repórter Erilson Amador (@erilsonamador), que enviou imagens da
situação.
As imagens (confira mais abaixo) revelam que as
estacas responsáveis por sustentar a carga da ponte estão com a estrutura
exposta. O caso, pela natureza da obra, não pode ser tratado como simples
problema visual. Em pontes, sinais de desgaste em elementos de sustentação
exigem avaliação especializada, porque envolvem diretamente a segurança de
pedestres e motoristas.
Moradores da região cobram uma vistoria técnica
minuciosa, feita por profissionais qualificados, para identificar a extensão
dos danos e definir quais intervenções precisam ser realizadas.
A cobrança também recai sobre o poder municipal. A
ponte é patrimônio público e recebe circulação diária de pessoas e veículos.
Por isso, a manutenção preventiva não é apenas uma medida administrativa: é uma
obrigação ligada à segurança da população.
Obra foi tratada como uma das mais
importantes do município
A Ponte João Nogueira da Silva foi inaugurada em
julho de 2025 com o peso de uma obra aguardada pela população. À época, a
estrutura era apresentada como realização de um antigo sonho dos moradores e
como um avanço significativo para a infraestrutura de Nova Cruz.
A construção começou em março de 2024, durante a
gestão do então prefeito Flávio de Beroi, com recursos garantidos em caixa. O
investimento total foi de R$ 10,5 milhões.
Do total aplicado, R$ 4,5 milhões foram oriundos dos
cofres do município. Outros R$ 6 milhões vieram de emendas parlamentares
destinadas pelo senador Styvenson Valentim.
A ponte possui 134 metros de pista de rolamento para
veículos. Somadas as cabeceiras, com 76 metros, a estrutura ultrapassa 200
metros de comprimento.
A largura é de 12 metros, com passagem exclusiva
para pedestres de 1,60 metro. A proposta era garantir mais segurança,
acessibilidade e fluidez para quem atravessa a região.
É justamente esse porte que torna a denúncia mais
sensível. Não se trata de uma estrutura secundária ou improvisada, mas de uma
obra recente, de alto investimento e com papel importante na rotina urbana de
Nova Cruz.
A denúncia não substitui um laudo técnico, mas expõe
um problema que precisa de resposta rápida. Quando uma ponte recém-inaugurada
apresenta sinais visíveis de deterioração, o mínimo esperado é inspeção,
transparência e, se necessário, intervenção corretiva antes que o quadro
avance.
Portal N10

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