terça-feira, 23 de junho de 2026

Policial Civil é baleado no rosto após troca de tiros com marido de PM durante cumprimento de mandado

 


Um cumprimento de mandado de busca e apreensão terminou em troca de tiros envolvendo policiais civis e o marido de uma policial militar na madrugada de segunda-feira (22), em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. Segundo a Polícia Civil, um agente foi baleado de raspão no rosto. Já o homem que trocou tiros com os agentes foi preso.

O caso foi registrado em uma residência na Colônia de Pium, por volta das 5h15 da manhã. De acordo com a Polícia Civil, a residência onde moram a policial militar e o marido constava como alvo de um mandado ligado a um investigado - que não é nem um dos dois.

O marido da militar, segundo a defesa do casal, atirou nos agentes sem saber que se tratavam de policiais e por temer que seria criminosos. No tiroteio, o homem utilizou uma espingarda calibre 12 em situação irregular. Os policiais reagiram e o detiveram. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e tentativa de homicídio.

Um policial civil foi atingido na região do rosto, sofrendo ferimentos durante a ocorrência. O policial recebeu atendimento médico e seu estado de saúde é estável, segundo a corporação.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as equipes policiais observaram todos os protocolos operacionais previstos e se identificaram como policiais civis, também com a verbalização da presença policial e "procedimentos de segurança para abordagem do imóvel".

A Polícia Civil reforçou que havia dois endereços ligados ao alvo da ação, incluindo a casa onde estavam a policial militar e o marido, segundo as investigações. Já o investigado foi preso pelos agentes em outro local, em outro endereço relacionado a ele.

O que diz a defesa da policial militar

De acordo com o relato prestado pela policial militar à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, ela estava na residência com o esposo e o irmão, relatou que seu pai foi o primeiro a perceber a movimentação dos agentes. Ele, que dormia do lado de fora da casa, acordou ao ouvir o portão sendo derrubado e correu de volta para o interior da residência, chamando o esposo dela aos gritos.

A militar relatou ainda que ela e os outros moradores acordaram e correram para um banheiro. Acreditando que os homens se tratavam de criminosos, o companheiro dela pegou uma arma calibre 12 e atirou contra eles, que também atiraram contra residência, iniciando uma troca de tiros.

"Meu pai viu uma pessoa em cima do muro, mas no susto não conseguiu identificar quem era, né, se era polícia ou o que era, pensava que era bandido e entrou correndo, gritando para o meu esposo para a gente ir em casa. A gente correu para dentro do banheiro, meu pai subiu as escadas. Aí correu eu, meu irmão e meu pai para dentro do banheiro, a gente se trancou e deitou no chão e meu esposo pegou a arma e atirou", disse a policial militar.

A militar justificou a reação do companheiro relatando que ele já sofreu assaltos no local. "Eu não lembro se os primeiros disparos vieram de lá para cá ou se foi, se meu esposo que disparou primeiro, eu sei que depois de um tempo a gente ouviu "polícia, polícia". Mas lá meu esposo já foi assaltado, já foi amarrado, é uma área totalmente erma assim, no meio do mato, basicamente", disse.

O advogado que representa a militar, Airton Romero Ferraz, afirmou que teve acesso ao mandado de busca e apreensão que deu origem a ação, e apontou erro dos agentes da Polícia Civil. Segundo ele, o endereço do cumprimento do mandado era diferente ao endereço da diligência.

 

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