O pai de Henry Borel, Leniel Borel, criticou
duramente o perdão judicial concedido a Monique Medeiros após o julgamento do
caso que apurou a morte do menino, em 2021. Emocionado, ele afirmou que a
decisão representou uma nova violência contra a memória do filho.
Durante a sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro
considerou que Monique já havia sofrido consequências severas, incluindo
agressões no cárcere e forte exposição pública, e concedeu perdão judicial pela
acusação de homicídio culposo, extinguindo sua punição nesse crime.
Monique foi condenada apenas por omissão diante das
torturas sofridas por Henry, recebendo pena de um ano e quatro meses de prisão,
já considerada cumprida. Com isso, ela deixará a prisão.
Leniel afirmou que a mãe tinha o dever de proteger o
filho e disse que a decisão passa uma mensagem preocupante para casos de
violência contra crianças. O advogado da família informou que irá recorrer para
tentar anular o julgamento e buscar a condenação de Monique por homicídio. No
julgamento, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso e reclassificaram
o caso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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