quinta-feira, 11 de junho de 2026

Luciano Hang chama universidades federais de “guetos da esquerda” e gera reação do governo Lula

 


Críticas do empresário Luciano Hang às universidades federais provocam respostas do governo, de instituições de ensino e de organizações estudantis. Hang afirmou, no fim de maio, que as instituições de ensino superior se transformam em “guetos da esquerda” e associa essa situação ao desempenho econômico do Rio Grande do Sul.

Segundo o empresário, dono da rede de lojas Havan, as universidades deixaram de priorizar a formação técnica e passaram a reproduzir visões ideológicas. As declarações ocorreram diante de apoiadores e foram divulgadas nas redes sociais.

Hang afirmou que as universidades federais exercem influência política sobre estudantes e professores. Para ele, parte das instituições está desconectada das demandas do mercado de trabalho e do setor produtivo.

As críticas se somam a declarações feitas pelo empresário nos últimos anos sobre o papel das universidades públicas e o uso de recursos federais destinados ao ensino superior.

Fundador da Havan, Hang é um dos empresários mais próximos da direita brasileira e frequentemente se manifesta sobre temas políticos e econômicos.

As declarações provocaram reações de integrantes do governo federal e de entidades ligadas ao setor educacional.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, defendeu as universidades federais.

A presidente da União Nacional dos Estudantes, Bianca Borges, também defendeu que as universidades são espaços de desenvolvimento nacional. “As universidades públicas nunca foram um ‘gueto da esquerda’”, afirmou.

Não é a primeira vez que Hang entra em conflito com universidades públicas. Em anos anteriores, o empresário fez críticas semelhantes a instituições federais e questionou o que considera influência ideológica da esquerda no ambiente acadêmico.

Em uma dessas ocasiões, em 2020, Hang teve que o pagar R$ 5 mil por danos morais ao então reitor da Universidade Estadual de Campinas, Marcelo Knobel. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve uma condenação que teve origem em uma publicação do empresário.

Revista Oeste

 

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