O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu nesta
terça-feira (2) que magistrados priorizem o “silêncio institucional” em vez do
“protagonismo individual”, especialmente em um cenário de forte polarização e exposição
pública.
A declaração foi feita durante o Congresso
Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado no Superior
Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Fachin afirmou que cada atitude de um
magistrado influencia a imagem de todo o Judiciário.
“O singular se faz plural na unidade da
magistratura. Cada audiência, cada sentença, cada decisão, cada manifestação
pública, cada gesto, tudo comunica, tudo educa, tudo projeta para a sociedade
uma determinada imagem da própria Justiça”, declarou.
Segundo o ministro, a era digital estimula a busca
constante por visibilidade, mas isso exige cautela.
“Nem toda visibilidade fortalece instituições.
Muitas vezes, o silêncio institucional vale mais do que o protagonismo
individual. A sociedade espera que o juiz aplique as leis, observe a
Constituição, faça Justiça e sirva de exemplo”, afirmou.
O presidente do STF também destacou que a
credibilidade dos magistrados deve ser construída pela qualidade das decisões e
pela discrição.
“Prudência e comedimento são virtudes que produzem
confiança. Por isso, cada juiz e cada juíza devem ser empreendedores da
confiança”, disse.
Fachin ainda defendeu a integridade dos magistrados
dentro e fora dos tribunais.
“Não existe ética para a vida pública e outra para a
vida privada. A integridade é indivisível”, afirmou.
Para o ministro, a confiança da sociedade no sistema
de Justiça depende da transparência, da idoneidade e do comportamento ético dos
juízes em todas as esferas da vida.

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