O Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos propôs oficialmente a aplicação de uma taxação de 25% sobre as
importações de diversos produtos brasileiros.
A medida drástica, divulgada nesta segunda-feira
(1º) com informações do portal Metrópoles, surge como uma punição a políticas
adotadas pelo governo brasileiro que foram classificadas por Washington como
“irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio norte-americano.
A proposta é o resultado final de uma investigação
aberta pelo governo dos EUA sobre o funcionamento e o mercado do Pix no Brasil,
além de analisar as diretrizes brasileiras sobre comércio digital, proteção de
propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.
O órgão americano concluiu que tais práticas ferem a
chamada Seção 301 da Lei de Comércio, mecanismo legal que permite aos Estados
Unidos retaliar nações associadas a concorrências consideradas injustas.
A palavra final sobre a aplicação ou o veto do
tarifaço de 25% caberá exclusivamente ao presidente Donald Trump.
Caso o governo americano decida prosseguir com as
sanções, a definição das “medidas corretivas” contra o mercado brasileiro tem o
dia 15 de julho como prazo limite.
Setores tradicionais como a carne bovina, café,
petróleo, minérios e certas frutas e nozes foram listados como isentos e não
devem sofrer o impacto das tarifas punitivas.
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