Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor
participação de famílias no Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo IBGE.
Em 2025, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses recebiam o benefício,
percentual bem abaixo da média nacional, que ficou em 17,2%.
Além do Bolsa Família, Santa Catarina também
registra o menor índice de dependência de programas sociais em geral. De acordo
com o levantamento, 6,9% dos domicílios receberam algum tipo de benefício
social, como Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC), enquanto
a média brasileira chegou a 22,7%.
Os números aparecem em meio a um cenário de forte
geração de empregos. Dados do Caged mostram que o estado criou cerca de 59 mil
vagas com carteira assinada em 2025. Já no primeiro trimestre de 2026, Santa
Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,7%, contra 6,1% da
média nacional.
O governador Jorginho Mello (PL) atribuiu os
resultados ao desempenho da economia catarinense. Segundo ele, a geração de
empregos formais reduz a necessidade de programas de transferência de renda e
amplia a renda das famílias.
Apesar dos indicadores positivos, especialistas
alertam que ainda existem desafios sociais no estado. O presidente do Instituto
Selo Social, Fernando Assanti, destacou que Santa Catarina possui mais de 160
comunidades urbanas identificadas pelo IBGE e enfrenta problemas relacionados à
desigualdade regional, moradia e saneamento básico.

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