Uma comissão da Câmara dos Deputados da Colômbia
emitiu nesta quarta-feira (10) uma ordem suspendendo o mandado do presidente do
país, Gustavo Petro. A comissão alega que Petro cometeu uma “falta grave” por
“intervenção na política”.
A ordem foi assinada e emtida pela presidente da
Comissão Legislativa de Investigação e Acusação da Colômbia, Gloria
Arizabaleta, rival política de Petro. No documento, Arizabaleta determina que
Petro deve ser afastado de suas funções até 21 de junho, data em que acontece o
segundo turno das eleições colombianas.
Petro apoia Iván Cepeda, um dos dois candidatos que
foi ao segundo turno. Cepeda enfretará o ultradireitista Aberlardo de la
Espriella, que terminou em 1º lugar no primeiro turno. Quando os resultados
foram divulgados, Petro se recusou a aceitá-los, alegando que Cepeda deveria
ter ficado na primeira posição.
O presidente colombiano ainda não havia se
pronunciado sobre a ordem de suspensão até a última atualização desta
reportagem. Petro cumpre mandato desde 2022 e deixará o cargo este ano.
Segundo o jornal “El Tiempo”, a medida é
inédita na Colômbia, e, por isso, ainda havia um limbo jurídico em torno
dela. Ainda não estava claro, até a última atualização desta
reportagem, se a ordem tem efeito legal e imediato. A imprensa colombiana
afirmou que o Legislativo deve derrubar a medida.
g1

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