A Justiça do Rio Grande do Norte vai julgar, nesta
terça-feira (16), o acusado de provocar o acidente que matou a bailarina
Gislane Cruz do Nascimento. O homem, identificado como Josias Teixeira de
Morais, estava dirigindo alcoolizado e colidiu no veículo de transporte por
aplicativo em que foi vítima. O sinistro aconteceu no prolongamento da avenida
Prudente de Morais, no dia 19 de maio de 2019.
Gislane era bailarina e professora de dança, além de
uma filha querida. Os sonhos da jovem foram interrompidos na manhã de domingo.
O acusado estava contramão. Sete anos após o acidente, a família espera que a
justiça seja feita.
“Espero que o júri condene e que ele pegue, no
mínimo, 15 anos. Se a Justiça passar a mão na cabeça de uma pessoa dessa, qual
é a esperança para quem tem alguém que foi vítima no trânsito?”, disse Jailson
Nascimento, pai de Gislane.
Na sala de casa, a placa de formatura da bailarina
ainda está guardada. A mãe de Gislane não tem forças para falar sobre o caso,
mas folheia o álbum de fotos da filha. Para a família, os sete anos são uma
eternidade.
"Esperamos 7 anos para que a justiça seja
feita. Pior é ver o assassino fazer a mesma coisa, como ele continuou fazendo.
Isso é um deboche contra a Justiça", afirma o pai.
O motorista do carro responde em liberdade. Para a
família, ele deveria ser condenado por homicídio doloso, quando há intenção de
matar. Até à definição do júri, o que fica é o pedido de justiça.

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