O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou
categoricamente que o filme Dark Horse tenha sido financiado por Daniel
Vorcaro. Em entrevista ao Intercept Brasil, antes da publicação do áudio, o
pré-candidato à Presidência foi direto: "É mentira". Segundo ele, a produção
foi bancada integralmente com "dinheiro privado", sem qualquer
participação do dono do Banco Master. O problema é que o áudio divulgado em
seguida diz exatamente o contrário.
Na gravação, atribuída a 8 de setembro de 2025,
Flávio aparece cobrando Vorcaro pelos pagamentos em atraso: "Fico sem
graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do
filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso,
preocupado." A mensagem não deixa margem para interpretação alternativa.
Há cobranças, há parcelas, há um interlocutor identificado. Se é "dinheiro
privado", por que Flávio estava pessoalmente cobrando o banqueiro por
repasses à produção?
A contradição entre o que o senador declarou à
imprensa e o que o áudio registra é o nó central dessa crise. Flávio terá que
explicar como pode negar um financiamento que ele próprio cobrou em mensagem de
voz. Em ano eleitoral, com sua candidatura ao Planalto já fragilizada por altos
índices de rejeição, a defesa de que "é tudo mentira" pode funcionar
na base bolsonarista mais fiel. Mas para o eleitor do meio, que decide eleição,
negar o que está gravado costuma ser o começo do fim.
CPI DO BANCO MASTER JÁ! Chegou a hora de separar os inocentes dos bandidos – Flávio Bolsonaro.

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