Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira
(26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro
na Casa Branca, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como “organizações
terroristas internacionais”.
Segundo ele, Trump respondeu que “vai analisar o
pedido”. Ele também afirmou que a reunião tratou de “segurança pública”,
“tarifas”, “terras raras” e da possível entrada do Brasil no chamado “Escudo
das Américas”, coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o crime
organizado.
De acordo com Flávio, a agenda foi articulada por
Eduardo Bolsonaro (PL) com aliados políticos de Trump e ocorreu de forma
“rápida”. Ele também afirmou que o Brasil “deve integrar o Escudo das Américas”
em eventual cenário político futuro.
“O Brasil não aguenta mais ser refém de facções
narcoterroristas. Precisamos dar um fim ao domínio do terror. E podem ter
certeza: ou essas facções deixam o País, ou serão neutralizadas”, declarou.
Críticas ao governo Lula
Em outro momento, Flávio Bolsonaro criticou o
governo brasileiro. “Enquanto o Lula vê a Casa Branca fazer lobby para
traficantes, eu vi fazer exatamente o contrário: pedirem formalmente ao
presidente Trump que designe o PCC e o Comando Vermelho como organizações
terroristas estrangeiras”, afirmou.
O pré-candidato à Presidência da República ainda
reforçou que, segundo ele, as facções “controlam territórios inteiros”,
“submetem populações a códigos próprios” e “operam com estrutura
transnacional”. Ele disse que “quem faz isso não é gangue, é organização
terrorista”.
Flávio também defendeu uma articulação internacional
contra o crime organizado. “A partir de 2027 o Brasil vai integrar o Escudo das
Américas… formando uma grande aliança hemisférica contra o crime organizado
transnacional”, disse.

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