sexta-feira, 22 de maio de 2026

VÍDEO - De bilhete a celular: Como 7 erros do PCC levaram à prisão de Deolane





 

Um bilhete jogado pela janela de uma cela e que foi parar no esgoto, um celular “esquecido” durante operação policial e depósitos bancários feitos em sequência ajudaram a Polícia Civil a desmontar suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), investigação que chegou ao nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, de 38 anos, presa nesta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo.

A prisão de Deolane aconteceu durante operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil. Para os investigadores, ela fazia parte de estrutura usada para movimentar e ocultar dinheiro do PCC.

O primeiro erro considerado crucial pelos investigadores aconteceu ainda dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Durante revista de rotina, em 2019, o detento Gilmar Pinheiro Feitoza, conhecido como “Cigano”, tentou se livrar de vários manuscritos, jogando os papéis pela janela da cela em direção a uma caixa de esgoto.

Os agentes conseguiram recuperar o material e, depois de secar e remontar os bilhetes, encontraram mensagens que falavam sobre tráfico de drogas, planos de atentados contra agentes públicos e uma misteriosa “mulher da transportadora” — que teria fornecido endereços de autoridades para a facção.

Foi esse detalhe que fez a PF começar a puxar o fio da investigação. Os policiais passaram a procurar empresas de transporte da região ligadas a mulheres e chegaram até a transportadora Lado a Lado, registrada em nome de Elidiane Saldanha Lopes Lemos. Segundo a investigação, a empresa era usada pelo PCC para movimentar dinheiro da facção e tinha ligação direta com integrantes da cúpula criminosa.

Durante a Operação Lado a Lado, em 2021, na casa do operador financeiro Ciro Cesar Lemos, a polícia apreendeu um celular que, segundo os investigadores, jamais deveria ter sido mantido guardado. O aparelho tinha mensagens, áudios, comprovantes bancários e conversas no Telegram que detalhavam a gestão de dinheiro ligado a Marcola e ao irmão dele, Alejandro Camacho.

 

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