O STF soma uma série de derrotas consecutivas em
tribunais estrangeiros ao tentar extraditar brasileiros investigados pela
Suprema Corte. O mais recente é o da ex-deputada
federal Carla Zambelli (PL-SP), que foi
solta pela Justiça da Itália e teve o primeiro pedido de
extradição anulado pela Corte de Cassação italiana.
A decisão expõe o isolamento das teses do Judiciário
brasileiro no cenário internacional, segundo informações da CNN
De acordo com analistas políticos, a Itália derrubou
a autorização de extradição referente ao caso da suposta invasão do sistema do
CNJ, restando apenas analisar o episódio da perseguição armada de 2022, que
pode ser rejeitado também, conforme a defesa apontou.
Esse revés se junta aos casos de Allan dos Santos,
nos EUA, e Oswaldo Eustáquio, na Espanha, onde os governos locais rejeitaram os
pedidos de extradição de Brasília.
A Justiça dos EUA entendeu que as acusações do STF
configuravam “crimes de opinião”, protegidos pelo direito fundamental da
liberdade de expressão. Já a Espanha negou em definitivo a extradição de
Eustáquio, mesmo após recursos da AGU.
Há também o caso de Alexandre Ramagem, cuja
tentativa de repatriação gerou mais uma derrota jurídica para o Brasil no exterior.
Diante dos sucessivos fiascos internacionais,
membros do governo e do STF agora avaliam formas de recorrer para tentar evitar
um desgaste ainda maior perante as Justiças estrangeiras.

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