O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), aparece à frente na disputa pelo comando do estado, com
vantagem de 12 pontos percentuais sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando
Haddad (PT), segundo a primeira pesquisa Genial/Quaest do ano para o pleito
paulista.
De acordo com o levantamento, divulgado
recentemente, Tarcísio soma 38% das intenções de voto no primeiro turno,
enquanto Haddad registra 26%. Em seguida, aparecem o deputado federal Kim
Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com
5%. O índice de indecisos é de 13%, mesmo percentual daqueles que afirmam votar
em branco, nulo ou não comparecer às urnas. A margem de erro é de dois pontos
percentuais para mais ou para menos.
Em uma eventual segunda etapa da disputa, o atual
governador também manteria vantagem. Segundo a pesquisa, Tarcísio venceria
Haddad por 49% a 32%, mantendo um cenário de liderança consistente.
Apesar do desempenho eleitoral favorável, os dados
apontam para uma queda na avaliação do governo estadual. O índice de aprovação
recuou de 60%, registrado em agosto do ano passado, para 54% no levantamento
atual.
O recuo na popularidade foi mais expressivo entre o
eleitorado feminino. Entre as mulheres, a aprovação do governo caiu de 57% para
48% no período analisado. Ainda assim, a percepção geral sobre a gestão segue
majoritariamente positiva, e 54% dos entrevistados consideram que Tarcísio
merece ser reeleito, enquanto 36% defendem o contrário.
Ao comentar o resultado, o governador relativizou os
números apresentados. “Pesquisas sempre são fotografia do momento”, disse
Tarcísio. “Não estamos com chave de eleição virada.”
O ex-ministro Fernando Haddad não se pronunciou
diretamente sobre o levantamento. No entanto, o coordenador de sua campanha, o
deputado estadual Emídio de Souza (PT), afirmou que ainda há tempo para
mudanças no cenário eleitoral. “Tarcísio não é imbatível. Haddad vai crescer e
superá-lo”, afirmou.
A pesquisa presencial da Genial/Quaest foi feita
entre os dias 23 e 27 de abril, com 1.650 entrevistas. A margem de erro é de 2
pontos percentuais.
O levantamento também indica que parte significativa
do eleitorado ainda pode mudar de posição. Cerca de 50% dos entrevistados
afirmaram que o voto pode ser alterado até a eleição, enquanto 48% dizem já ter
uma decisão definitiva.
Entre os eleitores de Tarcísio, 61% afirmam que o
voto está consolidado. No caso de Haddad, esse índice é de 57%. Já entre os
eleitores de Kim Kataguiri e Paulo Serra, os percentuais de decisão firme são
menores, de 30% e 28%, respectivamente.
No campo político, o cenário reflete um momento de
consolidação das principais pré-candidaturas. Tarcísio permanece no cargo após
encerrar o prazo para eventual desincompatibilização, afastando especulações
sobre uma disputa presidencial.
Já Haddad oficializou sua candidatura com apoio do
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem mantido agenda pública mais discreta nas
últimas semanas. O ex-ministro não participou de eventos recentes ao lado de
Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no interior paulista.
Enquanto isso, Tarcísio intensificou compromissos
públicos e agendas no interior do estado. O governador retomou viagens
regionais, ampliou sua presença nas redes sociais e participou de eventos ao
lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), em atividades como a Agrishow, em
Ribeirão Preto.
Apesar da vantagem registrada, os dados indicam que
a disputa permanece aberta, com margem para mudanças ao longo da campanha. A
combinação entre queda na aprovação, movimentações políticas e indecisão de
parte do eleitorado sugere que o cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações
nos próximos meses.
Agora RN

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