O senador Styvenson Valentim explicou, durante
entrevista em Brasília, os motivos que o levaram a declarar apoio ao
ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na disputa pelo Governo do Rio Grande do
Norte em 2026.
Segundo o senador, a decisão foi construída após
conversas políticas e avaliação do atual cenário administrativo e eleitoral do
estado. Styvenson afirmou que Álvaro possui experiência de gestão e capacidade
de articulação para comandar o Rio Grande do Norte.
“A gente escolheu o Álvaro para governo. Eu e
Rogério conversamos com ele. A gente sabe o que tem que ser feito”, declarou.
Durante a entrevista, Styvenson também explicou
porque será candidato a reeleição este ano, apesar de ter disputado o cargo
para governo em 2022. De acordo com ele, a prioridade é permanecer no Senado
para garantir a continuidade de obras e projetos que ainda estão em andamento
no estado.
“Hoje eu tenho obras que não estão acabadas. Tenho
hospital sendo construído e preciso continuar enviando recursos. Isso me
preocupa. Me tira o sono”, afirmou.
O senador citou como exemplo os investimentos
destinados a hospitais ligados à Liga Mossoroense e à Liga Contra o Câncer,
destacando que muitas obras dependem de repasses contínuos e planejamento de longo
prazo.
Styvenson também afirmou que considera estratégico
manter uma cadeira no Senado alinhada ao projeto político apoiado por ele e
pelo senador Rogério Marinho.
“Se eu saio do Senado, quem ficaria no Senado?
Perder uma cadeira do Senado talvez seja tão importante quanto a cadeira de
governo hoje”, disse.
Na composição da chapa para 2026, o senador
confirmou ainda apoio ao pré-candidato ao Senado Coronel Hélio.
Ao justificar o apoio a Coronel Hélio, Styvenson
voltou a defender para o Senado nomes sem trajetória política tradicional.
“O Hélio nunca foi político, então já começa bem. Eu
vejo nele algo parecido comigo em 2018”, afirmou.
Durante a entrevista, Styvenson também admitiu que
mudou sua forma de atuar politicamente nos últimos anos e afirmou que aprendeu
que “política é relacionamento”.
“A mudança de chave foi essa. Eu aprendi a me
relacionar aqui dentro”, declarou ao comentar sua atuação no Senado e
aproximação com lideranças nacionais.

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