O presidente Lula (PT) afirmou nesta
quinta-feira (21) que desistiu de adotar uma medida mais rígida contra
celulares roubados para evitar que pessoas que compraram aparelhos sem conhecer
a origem ilegal fossem prejudicadas. A declaração foi dada durante um
evento cultural realizado em Aracruz, no Espírito Santo.
Lula afirmou que o governo estudava mecanismos para
rastrear aparelhos furtados e recuperar os celulares mesmo quando já estivessem
nas mãos de terceiros, segundo o Poder360.
“Se eu tirar o telefone dele e aparecer alguma
coisa, se for ladrão, tem que ser preso. Mas eu não quero prejudicar a pessoa
que inocentemente, por necessidade, comprou”, declarou o presidente.
Segundo Lula, o governo tenta encontrar uma
alternativa “mais humana” para enfrentar o mercado ilegal de celulares sem
focar apenas em medidas policiais.
O presidente também citou o programa Celular
Seguro, lançado pelo Ministério da Justiça em 2023. A ferramenta permite
bloquear remotamente linha telefônica, aplicativos bancários e o IMEI do
aparelho em caso de roubo ou furto.
De acordo com Lula, o sistema já conta com cerca de
2,5 milhões de usuários cadastrados e envia alertas quando um chip novo é
inserido em aparelhos registrados como roubados.
O governo federal também informou que mantém ações
integradas entre operadoras, Agência Nacional de Telecomunicações e
forças de segurança para tentar reduzir o comércio ilegal de celulares no país.

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