A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026
subiu pela oitava semana consecutiva e chegou a 4,89%, ultrapassando com folga
o teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. O
movimento reflete principalmente a disparada do petróleo provocada pela guerra
no Oriente Médio.
Considerando apenas as estimativas atualizadas nos
últimos cinco dias úteis, a projeção é ainda maior: 4,91%. Para 2027, a
expectativa ficou estável em 4,00%, mas já está acima do previsto pelo próprio
Banco Central.
Na última reunião do Copom, o colegiado revisou para
cima suas projeções de inflação e reconheceu que a incerteza aumentou
consideravelmente por conta da falta de clareza sobre a duração dos conflitos
internacionais e seus efeitos sobre a economia.
O cenário pressiona o governo Lula, que já enfrenta
queda de popularidade ligada ao endividamento das famílias e agora vê o custo
de vida subir num ritmo que pode comprometer seus planos eleitorais para 2026.

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