O Governo do RN fechou o primeiro quadrimestre de
2026 com superávit superior a R$ 1 bilhão, segundo dados oficiais do Portal da
Transparência. Entre janeiro e abril, a arrecadação líquida do Estado
atingiu R$ 8,1 bilhões, enquanto as despesas somaram R$ 7,1 bilhões, resultando
em saldo positivo nas contas públicas.
Apesar do cenário de caixa positivo, os servidores
estaduais seguem sem acesso ao crédito consignado, segundo denúncia
do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público do RN (Sinsp/RN).
O sistema está bloqueado desde julho de 2025, chegando a quase um ano de
suspensão, sem previsão oficial de normalização.
Segundo relatos de entidades representativas do
funcionalismo, mesmo com descontos sendo realizados diretamente nos contracheques,
há registros de cobranças feitas por instituições financeiras aos servidores,
sob a alegação de ausência de repasse, o que pode gerar restrições de crédito.
Sem acesso à linha de empréstimo com juros mais
baixos, servidores relatam que acabam recorrendo a alternativas mais caras no
mercado de crédito, incluindo operações oferecidas por correspondentes
financeiros e pela Agência de Fomento do RN (antiga AGN).
Em uma das simulações citadas, um empréstimo de R$
2.100 pode resultar em 96 parcelas de R$ 119, totalizando cerca de R$ 12 mil ao
final do contrato.
Entidades representativas também apontam críticas ao
reajuste salarial de 4,26% concedido pelo governo. Para servidores que recebem
salário mínimo de R$ 1.621, o aumento equivale a cerca de R$ 69,05 mensais,
pago de forma parcelada em seis vezes de R$ 11,50.

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