A Procuradoria-Geral da República (PGR) se
manifestou contra pedido apresentado pela defesa da lobista Roberta Luchsinger
– amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha –, para retirar a
tornozeleira eletrônica. Ela é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto,
da Polícia Federal, que apura a chamada Farra do INSS.
“As circunstâncias presentes ao tempo em que deferidas
as cautelares permanecem atuais. Daí a razão por que devam ser integralmente
preservadas, em nome da garantia da ordem pública e da instrução penal”,
afirmou o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Filho, em documento
obtido pela coluna.
Há suspeita de que Roberta Luchsinger mantinha
“sociedade de fato” com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS,
contribuindo com a prática da lavagem de dinheiro.
Na decisão que determinou que a lobista usasse
tornozeleira eletrônica, a Polícia Federal apontou que ela mantém elevado
“trânsito em estruturas de poder para influenciar decisões destinadas a
beneficiar os empreendimentos da organização”.
“Em manifestações recentes apresentadas em virtude
de requerimentos de igual teor, o Ministério Público Federal relembrou o fato
de que cada uma dessas condutas das quais se fez o necessário resumo foram
destacadas como motivo para a aplicação das medidas cautelares contras as quais
os requerentes se insurgem. Destacou, ainda, a ligação existente entre os
membros da organização, a sua irrecusável vocação para a reiteração dos atos
criminosos, além do risco de ocultação dos rastros dos delitos. Concluiu,
assim, que como se mantinham inalteradas as premissas fáticas que fundamentaram
a decretação das medidas, não haveria motivos para revê-las”, escreveu
Hindenburgo Filho.
Com informações de Tácio Lorran - Metrópoles

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