No interior do RN quando chove, os sapos saem dos
buracos. Na capital, quem aparece é Fernando Mineiro e a patricinha bolivariana
Natália Bonavides. A lógica é a mesma: só surgem quando o tempo muda.
Natália está no oitavo ano de mandato federal. Oito
anos representando Natal no Congresso. Oito anos com acesso a emendas
parlamentares, com poder de pressão em Brasília, com voz e voto no orçamento
federal. E Natal, que é o principal colégio eleitoral dela e de Fernando
Mineiro, não viu cor de emenda relevante para infraestrutura urbana. Nada de
obra concreta. Nada que o natalense possa apontar e dizer: isso veio do mandato
deles.
O que o eleitor de Natal recebe é discurso.
Palanque. Nota de repúdio. Live de militância. No dia de votação importante,
aparecem com a bandeira certa e o slogan correto. No dia de mandar recurso para
pavimentar uma rua, consertar um canal, investir numa praça, numa escola ou
numa UPA, somem.
Natal é cidade grande, com problemas grandes e com
representantes federais que tratam o mandato como espaço de performance
ideológica, não como ferramenta de transformação concreta para quem vive aqui.
O natalense tem memória. E em outubro tem que dar
uma resposta nas urnas proporcional ao abandono que recebeu nesses anos
todos.

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