sexta-feira, 22 de maio de 2026

Deolane diz que foi presa “por trabalhar” e já considerou facções como “pessoas”

 


A notícia é da Gazeta do Povo: 

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na quinta-feira (21) por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou que foi detida “por trabalhar”. Ela é apontada pelas investigações por ter uma relação muito próxima com integrantes da facção e já disse, no passado, que defendeu criminosos como “pessoas”.

Deolane Bezerra foi presa durante a Operação Vérnix em sua mansão em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, em uma investigação do Ministério Público do Estado (MPSP) e da Polícia Civil. Ela teria atuado a serviço da facção por intermédio de uma empresa de fachada do ramo de transportes. Pelo menos R$ 327 milhões em bens foram bloqueados pela Justiça.

“Presa por trabalhar, por advogar”, afirmou à imprensa ao chegar na sede da Polícia Civil, no centro da capital paulista, e ser questionada se estava lavando dinheiro para o líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como "Marcola".

Esta foi a terceira prisão da influenciadora por suspeita de ligação com o crime organizado. Em 2024, foi detida em uma investigação sobre lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e ocultação de bens ligados a jogos ilegais. Foi solta pouco depois, mas presa novamente por descumprir medidas cautelares.

Apesar de atuar como influenciadora digital com mais de 20 milhões de seguidores, Deolane Bezerra mantém um escritório de advocacia com as irmãs na área criminal, onde defendeu acusados ligados ao crime organizado, o que a levou a ser apelidada de “advogada do PCC”. Ela, no entanto, negou esse rótulo e afirmou que defende “pessoas”.

“Advogo para pessoas e não para uma facção. Um advogado criminalista em São Paulo não tem como afirmar que nunca advogou para um membro do PCC, a não ser que você advogue para clientes baixos”, disse em uma entrevista ao UOL em 2022.

 

 

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