Com o clima quente e úmido, aumenta o alerta para o
surgimento do Achatina fulica, molusco conhecido popularmente como caramujo
gigante africano, que costuma aparecer com mais frequência à noite ou após
chuvas. A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), por meio do Núcleo de
Vigilância Malacológica, reforça os cuidados e a forma correta de incluída e
descarte do caracol, animal que pode causar danos ambientais, agrícolas e
transmitir doenças.
O molusco é uma espécie exótica e invasora no
Brasil, importada ilegalmente para o país na década de 1980 como substituto do
escargot. Ele se reproduz com muita velocidade e não possui predadores naturais
no país, o que reforça a importância dos cuidados e do manejo correto para
eliminação.
A espécie invasora possui concha marrom com listras
claras, alongadas e cortantes, podendo medir até 12 cm, e geralmente aparece em
grande quantidade. Ela é hospedeira em potencial de uma doença chamada
angiostrongilíase, infecção que pode acontecer ao ingerir como larvas de vermes
contidos no caramujo ou em frutas e legumes contaminados com o muco que ele
libera quando se locomove. Por esse motivo, os alimentos devem ser higienizados
com uma solução de água e água sanitária pelo período de 15 a 30 minutos antes
da ingestão.
Na fauna brasileira existem outros tipos de
caramujos, como os Megalobulimus, que, apesar de serem grandes e terem concha
marrom, possuem uma coloração mais clara, mais larga e arredondada, além de
abertura grossa e não cortante. Eles são inofensivos e benéficos ao
ecossistema; por isso, é importante diferenciar as espécies.
Caso encontre uma infestação de caramujos, a
população também pode entrar em contato com a UVZ pelo WhatsApp (84) 3232-8235
ou pelo aplicativo Natal Digital. Os profissionais vão agendar uma visita para
identificar se o caracol é africano ou nativo e orientar a população sobre o
manejo correto.
Confira a forma correta de eliminação
dos caramujos gigantes africanos
A equipe da UVZ orienta os procedimentos que devem
ser adotados pela população para controle dos moluscos. Os procedimentos de
catação devem ser repetidos até o fim da infestação no local, em função da
grande capacidade de reprodução desses caramujos.
Diferenciar os caramujos nativos dos africanos;
Fazer a coleta com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos;
Depositar os caramujos em sacos plásticos;
Esmagar os caramujos nos sacos;
Colocar água sanitária ou uma solução de sal dentro do saco com os caramujos;
Amarre o saco de lixo e coloque-o no horário em que o carro coletor passar.
As conchas dos caramujos mortos devem ser destruídas
para evitar o acúmulo de água e a criação de larvas do mosquito Aedes aegypti,
transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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