O Tribunal do Júri Popular do caso Paloma Ferreira
teve início nesta terça-feira (19), em Patu, sob esquema reforçado de segurança
no fórum da cidade. O julgamento mobilizou atenção da população desde as
primeiras horas do dia, com presença de moradores nas imediações do local e
clima de forte expectativa pela decisão.
O réu, Pedro Alves Gomes, conhecido como “Pedrão”,
de 35 anos natural de Caraúbas, RN, sentou no banco dos acusados para responder
pela morte da guarda municipal Paloma Ferreira Gomes, de 25 anos. O crime
ocorreu em 14 de julho de 2024, dentro da residência do casal.
De acordo com a acusação apresentada em plenário, a
vítima foi atingida por múltiplos golpes de arma branca, sendo oito nas costas
e um no peito. O ferimento no tórax permaneceu encravado, segundo os autos do
processo. A vítima morreu um dia antes de completar 25 anos.
A abertura da sessão foi marcada por manifestações
populares nas proximidades do fórum, em meio à chegada do réu ao local. Em
plenário, foram apresentados depoimentos, laudos periciais e demais elementos
reunidos durante a investigação. A acusação sustentou a tese de feminicídio,
enquanto a defesa buscou questionar a dinâmica dos fatos e a dosimetria da
responsabilidade penal.
O julgamento foi conduzido ao longo do dia, com
interrogatórios, debates entre acusação e defesa e orientações do magistrado ao
Conselho de Sentença. Após a deliberação dos jurados, foi definida a condenação
do réu.
Ao final, Pedro Alves Gomes foi condenado a 15 anos
de reclusão em regime fechado inicial a ser definido conforme os critérios da
sentença. A decisão encerra a fase do júri popular, cabendo ainda eventuais
recursos dentro do prazo legal.

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