terça-feira, 12 de maio de 2026

Brasileiro não está aguentando o aumento da cenoura e do pepino no Governo Lula

 


A inflação oficial do país desacelerou para 0,67% em abril, mas essa foi a maior taxa para o mês desde 2022. O IPCA acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre e de 4,39% em 12 meses, segundo o IBGE. O que mais pesa no bolso do brasileiro, no entanto, são os alimentos. A cenoura disparou 54,9% em 12 meses, o pepino subiu 43,3%, a batata-doce avançou 31,83% e o feijão-carioca saltou 29,09%. São itens básicos da mesa popular que seguem em trajetória de alta.

As carnes, que têm enorme peso no orçamento das famílias, acumulam alta de 7,45% no período. O cenário é agravado pelo recorde histórico no índice global de preços da carne da FAO, puxado pela oferta limitada de bovinos no Brasil e pelo aumento da demanda internacional, especialmente da China. Com o país exportando mais e a preços mais altos, o consumidor brasileiro disputa a proteína com o mercado externo.

Fora da geladeira, o transporte por aplicativo lidera as altas do IPCA em 12 meses, com elevação de 28,51%. As passagens aéreas subiram 23,23%, pressionadas pela disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. Os chocolates avançaram 22%. A alta dos combustíveis também encarece o frete, o que retroalimenta a inflação dos alimentos numa espécie de efeito cascata que ainda não dá sinais de arrefecimento.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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