O discurso do PT é sempre o mesmo: fala em
transparência, moralidade e investigação. O problema é quando as digitais
começam a aparecer perto demais.
O caso Banco Master já encostou forte no núcleo
petista.
Lula recebeu Daniel Vorcaro no Planalto quando o
banqueiro já operava uma estrutura bilionária que hoje é investigada por
fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na mesa estavam também
Guido Mantega e Gabriel Galípolo. Mantega, inclusive, virou consultor ligado ao
grupo de Vorcaro e recebia cerca de R$ 1 milhão por mês.
Já Jaques Wagner aparece como articulador da
aproximação entre o banqueiro e o governo petista. E não para aí. A Bahia,
governada pelo PT há quase vinte anos, virou peça central da engrenagem
financeira do Master através do Credcesta, esquema de consignados usado em
operações bilionárias.
Agora o PT tenta posar de defensor da CPI e da
investigação. Mas ficou difícil sustentar o discurso quando o escândalo começa
a revelar tanta conexão política perto demais do partido.

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