O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
Cristiano Zanin, determinou nesta sexta-feira (24), a soltura do lobista
Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado no caso de venda de sentenças no
Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação é do O Antagonista.
Em julho, Zanin já havia concedido prisão domiciliar
ao investigado após a defesa apresentar um laudo médico que apontava um grave
estado de saúde. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou
favoravelmente à medida, citando o “estado debilitado” do lobista.
Andreson havia sido preso novamente em novembro do
ano passado e encaminhado à Penitenciária Federal de Brasília por ordem do
próprio Zanin. Segundo a Polícia Federal (PF), ele teria cometido crimes como
lavagem de dinheiro enquanto estava em prisão domiciliar.
A defesa sustentava que a soltura era necessária por
razões médicas, argumento que acabou sendo acolhido na decisão mais recente do
ministro.
Venda de decisões no STJ
Andreson foi preso em 26 de novembro de 2024 após
ser apontado pela Polícia Federal como peça central em um esquema de venda de
decisões judiciais e informações sigilosas que envolvia também o advogado
Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.
Durante as investigações sobre o homicídio, a
análise do celular de Zampieri revelou diálogos com magistrados e com o próprio
Andreson, que alegava ter acesso a gabinetes de ministros do STJ.
Mensagens encontradas no aparelho indicavam que
Andreson compartilhava minutas de decisões judiciais antecipadamente e relatava
pagamentos a assessores em troca de sentenças favoráveis.
O inquérito sigiloso da PF apura o suposto pagamento
de vantagens para ex-servidores de gabinetes dos ministros Og Fernandes, Nacny
Andrighi e Isabel Galotti.
Ele também é suspeito de repassar ao menos R$ 4
milhões a um servidor que atuou nos gabinetes de duas ministras do STJ.

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