quinta-feira, 16 de abril de 2026

VÍDEO: Rogério Marinho desafia Gilmar Mendes a provar acusações e denuncia ameaças do STF ao Congresso




 

O senador Rogério Marinho (PL-RN) subiu à tribuna do Senado para responder diretamente aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que reagiram com ameaças ao relatório da CPI do Crime Organizado. Marinho classificou a postura dos magistrados como "um verdadeiro linchamento" contra o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) e "um espetáculo explícito de tentativa de cerceamento da atividade parlamentar".

O ponto mais duro do discurso foi o desafio aberto a Gilmar Mendes, que acusou senadores de protegerem milicianos. "Era importante que o ministro, ao invés de generalizar, exemplifique. Aponte o dedo para quem de fato é miliciano, ao invés de jogar uma pecha sobre toda esta casa", cobrou Marinho.

A resposta veio após declarações graves dos ministros na véspera. Gilmar chamou o relatório de "erro histórico", disse que o relator "se esqueceu dos colegas milicianos" e ameaçou: "Não me chamem para dançar, porque eu sei dançar." Toffoli foi além: afirmou que o documento poderia configurar abuso de autoridade e levar à inelegibilidade dos senadores envolvidos.

Marinho também denunciou a manobra do governo na composição da CPI. Segundo ele, senadores que participaram dos quatro meses de trabalho foram substituídos na véspera da votação por outros que sequer conheciam o relatório. O objetivo: garantir a rejeição por 6 votos a 4. "Mais uma vez, o governo coloca a sua digital na hora que impede que a sociedade possa se manifestar", disse.

O senador então devolveu ao STF a acusação de corporativismo. Citou o inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos quando deveria durar 90 dias, que dá ao ministro Alexandre de Moraes "poderes acima do bem e do mal". "Centenas de brasileiros estão exilados com receio daquele que tem no seu punho a condição de uma exceção de jurisprudência banalizada", afirmou.

Mencionou ainda as conversas publicizadas entre um juiz auxiliar do TSE e funcionários de tecnologia, nas quais o magistrado teria pedido "criatividade para encontrar provas contra um adversário político". Marinho disse que peticionou ao CNJ e recebeu como resposta que "aquelas eram conversas normais". "Normais para quem?", questionou.

Citou também a censura prévia nas eleições, quando "um dos juízes daquela corte disse que só dessa vez se praticaria a censura", e a prática de cônjuges de ministros atuarem como advogados em causas julgadas pelos próprios magistrados. "É legal porque passou num acordo daquele tribunal, mas é moral?", provocou.

Na reta final, Marinho exibiu prints de reportagens no plenário para rebater o inquérito aberto contra Flávio Bolsonaro. Mostrou matérias comprovando que Lula fundou o Foro de São Paulo, recebeu Maduro com tapete vermelho e não reconheceu a fraude na Venezuela. "Qual é a mentira? Qual é a calúnia? Está tudo aqui, esfregado na cara daqueles que querem cercear a verdade", disparou.

Encerrou pedindo que o Senado rejeite a indicação de Jorge Messias ao STF. "Como se pode votar em alguém que, à frente da AGU, instaurou o ministério da verdade? Quem aqui já leu George Orwell? A distopia de 1984 foi transformada em realidade pelo governo Lula." E concluiu: "Nós precisamos decidir de que lado estamos, se do lado da democracia ou do lado do faz de conta."

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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