A queda está ligada ao programa Remessa Conforme, do
Ministério da Fazenda, que encerrou o monopólio da estatal na distribuição de
encomendas internacionais e abriu o mercado para outras empresas.
Em 2024, a receita com esse segmento foi de R$ 3,9
bilhões, já com redução de R$ 530 milhões em relação a 2023. Em 2025, o valor
caiu para R$ 1,3 bilhão — uma queda de R$ 2,6 bilhões em um ano.
Segundo documento da empresa, a perda de
participação no mercado evidenciou a falta de adaptação ao novo cenário após as
mudanças regulatórias.
Redução de transporte de encomendas
Um relatório interno aponta que o volume de
encomendas internacionais caiu cerca de 110 milhões de objetos nos nove
primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.
Foram 149 milhões de pacotes transportados até
setembro de 2024, contra 41 milhões no mesmo intervalo de 2025.
Com o avanço dos marketplaces internacionais, a
receita desse segmento, que já representou quase 25% do faturamento, hoje
corresponde a cerca de 8,8%.
Em julho de 2024, a empresa transportou 21 milhões
de pacotes e faturou R$ 449 milhões. Em setembro de 2025, foram 3 milhões de
encomendas e R$ 87 milhões — o menor volume em 23 meses.
A queda nas receitas contribuiu para um “ciclo
vicioso de prejuízos”, segundo a própria estatal.
De acordo com o documento, a perda de clientes e a
baixa qualidade operacional reduziram a geração de caixa, dificultando o
cumprimento de obrigações.
A empresa também aponta que negociações com grandes
clientes, responsáveis por mais de 50% da receita, ficaram mais sensíveis,
comprometendo resultados e ampliando os prejuízos.
Com informações de g1


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