O Rio Grande do Norte registrou 131 casos
de maus-tratos contra animais entre janeiro e março de 2026, uma queda de 14,4%
em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 153 registros.
Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (Sesed/RN) e foram obtidos pela
reportagem da Tribuna do Norte.
Natal lidera as ocorrências, com 39 casos —
redução de 15% em relação ao ano anterior. Na sequência aparecem Parnamirim (9), Mossoró (9), Extremoz (7)
e São Gonçalo do Amarante (7).
Agressão e abandono são os casos mais
comuns
Segundo Vitor Emanuel, da Associação de
Proteção aos Animais, os casos mais comuns são agressão e abandono. Ele relata
situações recentes de violência, como animais espancados, queimados e deixados
sem água e comida. Atualmente, a entidade abriga cerca de 500 animais e conta
com 17 funcionários.
A orientação é que denúncias sejam formalizadas
na Delegacia Especializada de Defesa ao Meio Ambiente e Assistência ao
Turista, enquanto a ONG atua principalmente no resgate.
Apesar de avanços, o representante da ASPAN avalia
que as políticas públicas ainda são insuficientes. Ele também alerta para
riscos à saúde pública: muitos animais resgatados têm zoonoses, como a
leishmaniose — presente em 8 a cada 10 casos atendidos pela entidade.
Outro desafio é a adoção de cães adultos, que
enfrenta maior resistência. Segundo a ASPAN, filhotes ainda conseguem adoção
com mais facilidade. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte orienta
que denúncias sejam feitas com registros como fotos e vídeos, sempre com
cautela, e encaminhadas às autoridades competentes.

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