O fechamento de agências bancárias
no Rio Grande do Norte tem provocado impactos significativos no acesso da
população aos serviços financeiros. Além disso, a redução no número de unidades
também afeta diretamente a economia dos municípios e a saúde dos trabalhadores
do setor.
De acordo com dados do sindicato dos bancários, o
estado perdeu 46 agências nos últimos dez anos. Como resultado, isso representa
uma queda de 22,1% no total de unidades bancárias. Atualmente, 138 municípios potiguares
não possuem nenhuma agência, o que deixa cerca de 900 mil pessoas sem
atendimento presencial.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos
Bancários do RN, Alexandre Cândido, essa realidade prejudica principalmente
quem depende dos serviços físicos. “Isso impacta diretamente as pessoas que não
têm acesso às agências nos próprios municípios”, afirmou.
Dinheiro deixa de circular
O problema vai além do acesso aos serviços
bancários. Sem a presença de agências, o dinheiro deixa de circular no comércio
local. Dessa forma, pequenos empreendedores e comerciantes enfrentam mais
dificuldades para manter suas atividades.
Enquanto isso, os trabalhadores do setor também
sofrem as consequências. Segundo o sindicato, mais de 70% dos bancários já
estiveram ou estão adoecidos por questões mentais. Esse cenário preocupa
especialistas e reforça a necessidade de atenção à saúde desses profissionais.
Ainda conforme o levantamento, o aumento das metas e
da demanda de trabalho tem agravado a situação. “O fluxo de trabalho aumentou,
as metas aumentaram… isso adoece”, destacou Alexandre Cândido.

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