segunda-feira, 20 de abril de 2026

PT sem Lula: Quem seriam as opções caso o presidente desista

 


O crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, a rejeição de 48% no Datafolha e o empate técnico no segundo turno acenderam um debate que até pouco tempo era tabu no PT: e se Lula não for candidato? O partido nega publicamente, mas dirigentes já admitem nos bastidores que a discussão existe.

Três nomes concentram as atenções. O favorito é Camilo Santana, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, testado em pesquisas internas e forte no Nordeste, região decisiva para o PT. O segundo é Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, que segundo analistas já tem intenção de voto próxima à de Lula com 10% a menos de rejeição. O terceiro é o vice Geraldo Alckmin, candidato natural caso a desistência viesse após a convenção.

Todos têm limitações claras. Camilo é desconhecido fora do Nordeste. Haddad carrega o peso da derrota de 2018. Alckmin é do PSB com DNA tucano tentando liderar uma base de esquerda. E nenhum dos três conseguiria manter sozinho a coalizão com MDB, PSD, PP e União Brasil, construída inteiramente ao redor da figura pessoal de Lula.

Mas, sendo franco: não acredito que Lula desista. Um homem que foi preso, teve candidatura cassada, viu o partido quase destruído e mesmo assim voltou para vencer em 2022 não recua por causa de pesquisa. O pacote de R$ 403 bilhões em bondades, os R$ 20 bilhões no Minha Casa Minha Vida, a agenda internacional com Alckmin: tudo isso é ação de candidato, não de presidente preparando saída. Como resumiu um petista ao PlatôBR: "Quem acha que Lula aceitaria ser substituído, não conhece a figura que ele é."

 

 

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