A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, não
haver provas de interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na
corporação, publica o Estadão. A revisão foi feita na atual gestão e reafirma o
entendimento já adotado anteriormente no inquérito.
A investigação havia sido reaberta por determinação
do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após novas
análises sobre o caso.
O inquérito teve origem na saída do então ministro
da Justiça Sergio Moro, que alegou na época ter sofrido pressão para mudanças
em cargos da PF.
Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O
Antagonista
Segundo a nova avaliação, mesmo com a reanálise dos
elementos já coletados, não foram identificados indícios suficientes para
sustentar a imputação de crime.
“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208
–CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências
tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de
justificar imputações penais”, diz o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo.
A conclusão segue a linha adotada pela corporação
ainda durante o governo Bolsonaro.
Na ocasião, o então procurador-geral da República,
Augusto Aras, já havia pedido o arquivamento do caso. Agora, sob o governo
Lula, a PF manteve o entendimento de ausência de provas contra o ex-presidente.
Em 16 de outubro do ano passado, Moraes autorizou a
reabertura do inquérito da PF que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro
na corporação. A decisão atendeu a pedido do procurador-geral da República,
Paulo Gonet.
A investigação teve origem na saída de Sergio Moro
do Ministério da Justiça, em 2020, quando ele apontou pressão do presidente
para mudanças na direção da PF. Em 2022, a corporação concluiu que não houve
ingerência e pediu o arquivamento.
Ao solicitar a reabertura, Gonet citou mensagens
enviadas por Bolsonaro a Moro sobre a demissão do então diretor-geral Maurício
Valeixo e a divulgação, no dia seguinte, de conteúdo sobre investigações
envolvendo aliados.
Para o procurador, é necessário apurar se houve
“efetivamente” interferência na Polícia Federal.
Ainda de acordo com Gonet, em depoimento à PF, Moro
declarou que uma das causas da troca no comando da PF citada pelo ex-presidente
seria a “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF, mas que o
presidente já tinha acesso, do que legalmente poderia ser acessado, via Sistema
Brasileiro de Inteligência e Abin”.
O ANTAGONISTA

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