A Petrobras bloqueou qualquer plano de
reestruturação da dívida bilionária da Braskem antes da entrada formal da IG4
Capital no controle da petroquímica. A estatal exige que o novo acordo de
acionistas e a nova gestão estejam definidos antes de qualquer negociação sobre
o passivo da empresa, segundo apuração do Valor Econômico.
O obstáculo é urgente. O caixa da Braskem pode cair
abaixo de US$ 1 bilhão em junho, após a empresa queimar R$ 5,87 bilhões em
2025. A deterioração é resultado de uma combinação de fatores: crise global no
setor petroquímico, margens reduzidas e os gastos com a reparação dos danos
causados pela subsidência do solo em bairros de Maceió (AL), problema
diretamente ligado às operações da Braskem.
Com a assinatura do contrato de venda nesta
segunda-feira (20), a transição de controle se aproxima, mas a transferência
efetiva ainda depende de autorizações judiciais e aprovações antitruste em
Brasil, México, Estados Unidos e Europa. Fontes próximas à empresa indicam que
a Braskem cogita proteção judicial caso a situação de liquidez se agrave antes
da conclusão do processo.

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