Líderes do Partido dos Trabalhadores reagiram à
pesquisa do Datafolha que mostra Flávio Bolsonaro com 46% e Luiz Inácio Lula da
Silva com 45% em um eventual 2º turno — empate técnico dentro da margem de erro
de 2 pontos. Nos cenários contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, Lula aparece com
45% contra 42%.
O presidente do PT, Edinho Silva, atribuiu o
resultado ao momento político e ao impacto de denúncias, afirmando que a
pesquisa é um “retrato do momento”. Segundo ele, investigações em curso, como
casos ligados ao INSS e ao Banco Master, acabam afetando quem está no poder.
Dentro do partido, a avaliação é que episódios
recentes, incluindo suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, podem
desgastar o governo e influenciar o cenário eleitoral. Ainda assim, há
expectativa de mudança com o início da campanha e melhora na comunicação.
O deputado Lindbergh Farias também minimizou os
números, mas reconheceu a disputa acirrada e defendeu o confronto direto com
Flávio Bolsonaro como estratégia.
Já o secretário de comunicação do PT, Éden
Valadares, afirmou que o partido vai intensificar a comparação entre o atual
governo e a gestão de Jair Bolsonaro, além de corrigir falhas na comunicação.
Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para
mais ou para menos, todos esses cenários configuram empates. A pesquisa
Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de 7 a 9 de abril. A pesquisa
está registrada no TSE com o código BR-03770/2026.

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