Um ministro do Supremo Tribunal Federal deveria ser
a última pessoa a resolver divergências institucionais pela rede social X.
Gilmar Mendes, porém, transformou as redes sociais em palanque de intimidação:
ameaça senadores, responde a governadores e trata críticas como afrontas
pessoais que precisam de punição. Ontem foi Alessandro Vieira, hoje é
Zema.
O cargo, ao que parece, virou licença para
truculência.
E foi nesse clima que Gilmar resolveu lembrar a
Zema, em tom de recado, todas as vezes que o STF beneficiou Minas Gerais. O
problema é que, ao fazer isso, o ministro confirmou exatamente o que seus
críticos dizem: que decisões judiciais, ali, podem funcionar como moeda de
troca política.
O senador Alessandro Vieira descreveu bem o método:
uma mistura de politização de decisões técnicas e ameaça constante, por meio de
manifestações truculentas em veículos de imprensa e redes sociais.  Não é
reação isolada. É comportamento sistemático de quem confunde autoridade com
impunidade.
Decisão judicial não é favor, é apenas aquilo que se
pensa como justiça. Mas ministro de Corte Suprema que bate boca pela rede
social X, ameaça senadores e usa o cargo como escudo contra críticas também não
está exercendo jurisdição. Está exercendo poder pessoal. E isso, ao contrário
do que Gilmar parece acreditar, também tem nome.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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